quarta-feira, 12 de maio de 2010

ACHEI UM FILHOTE: E AGORA?


Quando nos deparamos com um filhote de ave perdido no nosso quintal ou em algum parque qual atitudes devemos tomar? As vezes tentando ajudar podemos nos equivocar.


As clínicas veterinárias e instituições responsáveis pelos animais recebem constantemente aves trazidas pela população. Muitas destas aves foram sim, abandonadas pelas suas mães ou vítimas de alguma circunstância que a tiraram de seus habitat naturais. Apesar da finalidade boa deste ato, as vezes estes filhotes estão apenas se aventurando nas proximidades de seus ninhos, mas ainda tem dependência e estão sendo assitidos pelos seus pais.

Antes de tocarmos e retirarmos este animal, devemos ter a certeza de que este está realmente precisando desta ajuda. Procure identificar a espécie, idade e condições da ave. Tente encontrar o seu ninho e os seus pais dando total preferência para que este permaneça na natureza. Se encontrar o ninho, os pais, ou os dois em situações adversas (destruição do ninho, por ex) tente reproduzir da maneira mais próxima a natural o seu habitat.


Se não houve a possibilidade de devolvê-lo ao habitat natural devemos encaminha-lo aos órgãos competentes. Se o filhote estiver machucado em situação de emergência podemos levá-lo ao veterinário que posteriormente o encaminhará aos órgãos. Caso não seja possível levar o filhote até os órgaos competentes devemos cuidar destes da melhor maneira possível e com muita responsabilidade.

Texto adaptado de:
http://www.wikiaves.com.br/wikiaves:sos_passarinho, onde estão mais dicas de como agir em uma situação como esta.

domingo, 9 de maio de 2010

MÂE CORUJA

"Dona Coruja comia os filhotes de dona Águia. Dona Águia chorava, chorava, chorava. Depois se vingava. Comia os recém-nascidos de dona Coruja. Dona Coruja chorava, chorava. Um dia, as duas prometeram respeitar os pequeninos. Dona Águia perguntou:

- Dona Coruja, como posso reconhecer seus filhotes ?
- É muito fácil. Eles são bonitos, alegres, de corpo bem-feito, nariz afilado, olhos vivos. Nenhuma ave tem filhos tão lndos.

Dona Águia foi caçar. Encontrou um ninho com três filhotes.


- Que bichinhos horríveis, pensou ela. Não podem ser os filhos da dona Coruja. E papou-os.

Mais tarde, Dona Coruja voltou à toca. Não encontrou os pequeninos. Furiosa, foi acertar as contas com dona Águia.

- O que ? Aqueles monstrinhos eram seus filhos ? Não se pareciam em nada com a descrição que você fez deles. Eu os comi. A culpa é sua."

Dessa fábula nasceu a expressão mãe coruja. Todas as mães acham os filhos lindos, inteligentes, sem defeito, como dona Coruja. Sua mãe é coruja ? A minha é...

Essa é a homenagem do GOAJ  nesse DIA DAS MÃES

Texto retirado do caderno Super, edição do Correio Braziliense de sábado, 08/05/2010.
e-mail enviado por: Rodrigo D'Alessandro

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A presença do GOAJ nas comemorações do Parque da Cidade


Um dia agradável e ensolarado foi o cenário para a comemoração que uniu conhecimento, lazer e saúde. Mais de 15 mil pessoas prestigiaram as atividades e atrações organizadas pelo Parque da Cidade na comemoração dos seus 6 anos. Além do GOAJ muitos colaboradores estavam presentes, como o SENAC, o grupo SOBAM, o Centro de Controle de Zoonoses, o GREENPEACE, grupos escoteiro da cidade, bandas, artistas diversos, Associação Jundiaiense de Astrônomos Amadores dentre outros.

O Grupo de Observação de aves de Jundiaí contou com um espaço que teve como objetivo divulgar o grupo e aumentar o número de adeptos e também divulgar a atividade de observação e as aves presentes no Parque da Cidade.




O espaço do grupo foi constituído por dois painéis com fotos da avifauna tiradas no próprio Parque da Cidade. Além das fotos, cada espécie trazia suas principais características e hábitos. Levamos também guias de campo e livros sobre avifauna, binóculos e a lista do levantamento realizado no Parque da Cidade, no Parque do Corrupira e no Jardim Botânico.

As pessoas que paravam e se interessavam ficavam surpresas pelo número de espécies avistadas no parque. Alguns comentavam que tinham visto alguma espécie e a reconheciam pelas fotos do painel que continha informações. Muitos traziam e compartilhavam as suas histórias e vivencias obtidas no parque e fora dele com a avifauna.



A participação foi muito importante e valida para o grupo, que pôde levar a população jundiaiense um pouco da beleza da observação da avifauna. Acreditamos que atividades como esta também colaboram para a conscientização para com o meio ambiente e a para prevenção da fauna e flora.

sábado, 17 de abril de 2010

Aniversário do Parque da Cidade de Jundiaí contará com participação do GOAJ



Na próxima quarta-feira, feriado do dia 21 de abril, o GOAJ estará participando do 6° aniversario do Parque da Cidade (Programação).
A Festa acontecerá das 9:00 as 17:00 h e contará com diversas atividades, como exposições, atividades esportivas, apresentações culturais e serviços de saúde.
O grupo terá um espaço no evento destinado a apresentar os resultados parciais do nosso trabalho de levantamento da avifauna de Jundiaí, painéis explicativos, utilização de guias de campo, etc.


Anu-branco (Guira guira) -Foto de Roque Rinco


Os painéis explicativos contarão com fotos da avifauna tiradas no Parque da Cidade pelos colaboradores Roque Rinco e Max.

Coruja-buraqueira (Athene cunicularia) - Foto de Max

Compareçam e prestigiem nosso trabalho!

quarta-feira, 31 de março de 2010

BICADA VENENOSA


Cientistas descobriram na Nova Guiné a primeira espécie de pássaro venenosa já registrada. O achado aconteceu por acaso. Depois de ser bicado por um pássaro, o ornitólogo Jack Dumbacher imediatamente limpou o ferimento com a boca. Pouco depois, ela começou a ficar dormente e inchar. Mais tarde, comentando o caso com outro pesquisador, soube que ele havia passado pelo mesmo problema e desconfiou a causa seria a bicada. Não deu outra. O Pitohui kirhocephalus produz uma toxina, da família das batracotoxinas, cuja toxicidade supera a de várias outras espécies de animais e vegetais, como o famoso curare, usado por índios em suas flechas envenenadas. Veja abaixo trecho da apresentação da descoberta feita por Dumbacher à Academia de Ciências da Califórnia.



fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/sociencia/#279179

quarta-feira, 24 de março de 2010

Urubus-de-cabeça-preta (Coragyps atratus)

Em 2008, registramos um bando de urubus-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) em um pesqueiro próximo a Represa do DAE em Jundiaí. Também é conhecido como urubu-comum, corvo, urubu-preto e apitã.

  
Esta espécie de urubu, tem media de 62 cm de comprimento e 143 cm de envergadura, com peso de 1,6 kg. É uma ave cathartiforme da família Cathartidae, pertencente ao chamado grupo dos abutres do Novo Mundo.

Jovem de urubu-de-cabeça-preta com 33 dias

Diferente das outras espécies do gênero Catharte, não possui o olfato apurado, localizando a carniça pela visão direta ou observando os outros urubus que pousom para comer. Sua visão é excepcional, tendo boa acuidade para objetos a grande distância.
Além de carniça, costuma comer pequenos vertebrados e ovos.